Renan nega ter batalhado para ter aliado como relator

'Temos 46 votos na absolvição. Fica difícil saber quem é o principal aliado', afirma o presidente do Senado

Rosa Costa, do Estadão,

02 de outubro de 2007 | 11h18

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu, nesta terça-feira, 2, a interpretação de que teria trabalhado pela escolha de seu principal defensor - o senador Almeida Lima (PMDB-PB)- para ser o relator dos processos contra ele no Conselho de Ética. "Temos 46 votos na absolvição. Fica difícil saber quem é o principal aliado, ou quem é a vanguarda política", afirmou Renan, ao ser abordado por jornalistas, ao chegar ao Congresso.  Veja também:Em reunião do conselho, tucano questiona escolha de relatorRelator Almeida Lima diz que não é advogado de RenanEspecial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   Renan afirmou que não lhe cabe avaliar a escolha do relator: "Essa decisão do Conselho de ética não me compete. Da outra vez, escolheram os senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), e eu não disse nada. É o presidente (do Conselho) quem escolhe, é competência dele." Renan lembrou que transferiu ao primeiro-vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), todas as decisões relativas aos processos. "Eu não discuto nada desses processos no dia-a-dia." Sobre a possibilidade de apresentação de um voto em separado pela oposição, na sessão desta terça do Conselho, Calheiros comentou que isso faz parte do processo político: "Tem tensões. As coisas esquentam e acalmam. Meu estado de espírito é trabalhar para que o Senado volte ao normal. É isso que o País quer", afirmou.  O senador rejeitou a versão de que teria faltado isenção na indicação de Almeida Lima para relator. "O importante é ver tudo isso com naturalidade", disse. Renan lembrou que uma das principais representações contra ele - a denúncia de uso de laranjas na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas - foi assinada pelo DEM e pelo PSDB e que seria "inusual" a escolha de um senador dessas partidos para a função de relator.  "O importante é que o Conselho de Ética vote com seriedade, levante o que é preciso ser levantado, para termos um julgamento correto, e que cada um vote com sua consciência", declarou.

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