Renan nega decisão sobre veículos de comunicação do Senado

Implantação de rádios e TV's oficiais nos Estados foi arquitetada em gestões anteriores, afirma

Renan Carreira , Agência Estado

17 Junho 2013 | 18h20

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta segunda-feira que a decisão de implantar veículos oficias de comunicação da Casa nos Estados foi arquitetada em presidências anteriores. "Eu ainda não decidi (sobre a questão)". Renan deu as declarações em almoço com executivos do Grupo Lide em São Paulo.

De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira pelo Estado, Renan acelerou o ritmo de implantação de veículos de comunicação da Casa nos Estados. Segundo a matéria, ao custo de mais de R$ 15 milhões somente neste ano, Renan quer montar uma máquina de comunicação com o aumento da presença da TV e da Rádio Senado. Essa operação ocorre num momento em que o presidente alardeia que enxuga custos com previsão de economia de R$ 316 milhões em 2 anos.

O presidente do Senado disse estar ciente do peso negativo dos impostos e da burocracia no Brasil e de que é necessário combatê-lo. Ele afirmou que o Congresso está buscando ficar mais próximo da sociedade. Renan disse ainda que as medidas adotadas em sua gestão já implicaram economia superior a R$ 300 milhões no biênio 2013-2014.

Vocação. Para o senador, a economia brasileira, apesar de sobressaltos, mantém a vocação de crescimento. "No entanto, há desafios que pesam negativamente sobre os homens de negócios e geram apreensão e alteram as expectativas da sociedade."

De acordo com Renan, ao se analisar as últimas pesquisas eleitoras, há uma preocupação com o "soluço inflacionário". "Mas o governo continua bem avaliado, não houve alteração nos índices de rejeição. Mais do que claro, não há crise."

Renan afirmou ainda que o Senado tem um estoque de mais de três mil vetos para serem votados. "Mais de 1.600 desses vetos terão sua prejudicialidade declarada, mas outra quantidade precisará de deliberação." Ele disse, porém, que é preciso cautela, já que alguns desses vetos, sobretudo a eventual derrubada deles, pode fortalecer ou enfraquecer o equilíbrio fiscal do Brasil.

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