Ed. Ferreira/Estadão
Ed. Ferreira/Estadão

Renan nega 'acordão' do PMDB com governo para reconduzir Janot

Presidente do Senado diz que, em questões institucionais, não se pode fazer acordos políticos; acerto teria permitido a aprovação de procurador-geral para novo mandato

RICARDO BRITO, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 12h54

BRASÍLIA - Um dia após a aprovação de um novo mandato de dois anos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou, nesta quinta-feira, 27, a existência de um "acordão" entre o PMDB da Casa e o governo Dilma Rousseff para garantir a recondução do chefe do Ministério Público Federal. O acerto, antecipado pelo Broadcast Político, permitiu que Janot passasse ontem, em votação secreta no plenário, com o apoio de 59 senadores, 12 votos contrários e uma abstenção.

"Erra quem pensa que você pode, nas questões institucionais, fazer acordos políticos. A democracia não caminha desta forma. A democracia exige que cada um faça a sua parte, cumpra o seu papel e foi isso que sobejamente o Senado demonstrou", afirmou.

Treze dos 81 senadores são alvos de apurações conduzidas por Janot, quatro deles peemedebistas - inclusive o próprio Renan. Antes do acerto do PMDB, a maior bancada da Casa, com o governo, havia um risco real nos bastidores de rejeição ao nome do procurador-geral

Tudo o que sabemos sobre:
JanotSenadoRenan

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.