Jane de Araújo/Agência Senado
Jane de Araújo/Agência Senado

Renan minimiza ações da PF que atingem PMDB e quer dar continuidade à agenda do Senado

Senadores afirmam que o presidente do Senado pretende dar continuidade às votações na Casa; o peemedebista, contudo, não se pronunciou oficialmente sobre a condução da agenda

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 16h14

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou a representantes dos partidos políticos que pretende dar sequência à agenda do dia desta terça-feira, 15, na Casa e no Congresso Nacional, minimizando a ação da Polícia Federal que determinou busca e apreensão em residências e escritórios de nomes nacionais do PMDB. Renan e o líder do partido na Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deixaram a reunião de líderes hoje sem falar com a imprensa.

Senadores confirmaram que Renan pretende dar continuidade às votações no Senado com a PEC que destina os recursos da repatriação ao ICMS e, em seguida, o próprio projeto de repatriação de recursos de brasileiros no exterior. O presidente do Senado, entretanto, não se pronunciou oficialmente sobre a condução da agenda. Mais cedo, Renan confirmou ao Estado que havia telefonado para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para marcar sessão do Congresso Nacional hoje à noite, que avaliará vetos presidenciais. Ele confirmou que, possivelmente, haja também nova convocação para amanhã para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Lava Jato, com buscas e apreensões em diversos endereços, atingindo lideranças nacionais do PMDB, como Eduardo Cunha, os ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo) e o senador Edison Lobão (PMDB-MA), além de Cunha. A sede do PMDB em Alagoas também foi vasculhada pelas investigações da Polícia Federal.

Nesta terça, Renan participou de Missa de Natal, no Salão Negro do Congresso Nacional. Também assistiu à missa o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), um dos alvos da nova fase da operação. 

Câmara. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), afirmou nesta terça que o presidente da Câmara está disposto a colocar para votar em plenário matérias do ajuste fiscal, como a PEC dos Precatórios, mas a maioria dos líderes tem ponderado que não há clima para votação hoje.

"O presidente da Câmara está conduzindo a reunião normalmente, como se nada tivesse acontecido. Ele quer botar as matérias para votar, mas achamos que não há clima para isso", afirmou ao sair da reunião de líderes partidários no gabinete da presidência da Casa. Além da PEC dos Precatórios, Cunha afirmou ontem à tarde que pretendia pôr em votação na Câmara, antes da sessão do Congresso Nacional prevista para 19h, as medidas provisórias 690 e 692, também consideradas do ajuste fiscal.

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