Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan marca votação de vetos remanescentes da 'pauta-bomba' para 30 de setembro

Presidente do Congresso afirma haver 'cobrança' para que seja concluída sessão que analisou 26 dos 32 vetos presidenciais

RICARDO BRITO, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2015 | 12h33

Brasília - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que marcou para a próxima quarta-feira, 30, às 11h30, a sessão conjunta das duas Casas Legislativas a fim de apreciar os vetos presidenciais que não foram analisados esta semana. O Congresso ainda tem seis vetos a serem apreciados - na sessão encerrada na madrugada de quarta-feira, 23, foram analisados 26 de 32, todos eles mantidos.

"Há uma cobrança em relação à conclusão daquela sessão que avançou bastante e essa tensão aborrece muito. O fundamental é que nós possamos fazê-la o mais rapidamente possível", disse ele, na chegada a seu gabinete do Congresso.

Entre outros, faltam ser apreciados os vetos ao reajuste dos servidores do Poder Judiciário, que tem impacto, segundo dados do governo, de R$ 36,2 bilhões até 2019, e o que atrela o reajuste do salário mínimo a todos os benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$ 11 bilhões em idêntico período.

Questionado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, se a decisão de realizar logo a sessão visa a melhorar o ambiente econômico, no dia em que o câmbio novamente atinge um recorde histórico, Renan disse que a convocação explicita a preocupação do Congresso Nacional "com a economia, com o Brasil e com o interesse nacional". "É muito importante que o Congresso, mais uma vez, colabore com relação à solução do problema", disse Renan.

O presidente do Congresso não quis se comprometer com o resultado das futuras votações depois que a própria presidente Dilma Rousseff e ministros do governo entraram em campo para manter os vetos anteriores.

"Na verdade, o que existe é uma consciência com relação à necessidade de nós tirarmos esses assuntos da ordem do dia e, mais uma vez, colaborarmos com saídas e caminhos para o Brasil. O Brasil está cobrando muito isso do Congresso Nacional e é isso que o Congresso Nacional novamente na quarta-feira vai fazer", destacou.

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