Renan foi absolvido com 48 votos contra cassação

O presidente licenciado da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido da acusação de quebra de decoro parlamentar por 48 votos contra cassação, 29 a favor e 3 abstenções. Renan precisava de 41 votos de um total de 81 para escapar da punição. Ele foi acusado de comprar duas emissoras de rádio e um jornal, em Alagoas, em nome de laranjas, em parceria com o usineiro João Lyra. Logo após a votação, a sessão do Senado foi encerrada e o senador recebeu os cumprimentos dos colegas. Caso fosse cassado, Renan perderia seus direitos políticos e ficaria inelegível por oito anos. Como o senador renunciou à presidência da Casa durante seu discurso de defesa no plenário, o presidente interino, senador Tião Viana (PT-AC), deve convocar novas eleições em cinco dias úteis. A sessão foi aberta, ao contrário do que ocorreu em setembro no julgamento da primeira representação contra Renan, mas a Constituição manda que os votos dos senadores fossem mantidos secretos. O presidente licenciado do Senado já havia escapado de outras duas representações. Na primeira, ele foi absolvido da acusação de ter despesas pessoais pagas por um lobista. A segunda, a de que ele teria intercedido no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Receita Federal a favor da cervejaria Schincariol, foi arquivada no Conselho de Ética da Casa.

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