André Dusek
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Renan estima que sessão de votação do impeachment termine por volta das 22h

Presidente do Senado decidiu que cada orador poderá falar por 15 minutos; sessão começará às 9h

Luísa Martins, Ricardo Brito e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 21h08

BRASÍLIA - Enquanto os senadores votavam pela cassação ou não do mandato do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o rito da sessão desta quarta-feira, 11, que deve votar a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi detalhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. A sessão terá início às 9h e deve terminar por volta das 22h, conforme as estimativas do presidente.

"A palavra será distribuída rigorosamente, na ordem de inscrição, por 15 minutos para cada orador. Trata-se da soma dos 10 minutos de discussão, prevista pelo direito regimental, com os 5 minutos de encaminhamentos", explicou Calheiros.

O primeiro bloco será das 9h às 12h; o segundo, das 13h às 18h; e o terceiro, a partir das 19h. Após as discussões, poderão falar, também por 15 minutos, o senador Antonio Anastasia (PMDB-MG), relator da Comissão Especial do Impeachment, e o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, representando a defesa da presidente. "Não teremos participação dos autores da denúncia nem haverá orientação de bancada pelos líderes", informou o presidente.

Houve uma pequena discussão se 15 minutos não seria "tempo demais" para os oradores inscritos se manifestarem, já que o assunto vem sendo debatido há várias semanas no Senado Federal. Calheiros, no entanto, manteve o tempo estipulado inicialmente.

A votação, segundo o presidente, será feita logo após a fala de Cardozo, por meio do sistema eletrônico do plenário. 

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