Renan entrega defesa sobre caso dos 'laranjas' nesta quarta

Presidente licenciado do Senado é acusado de ser dono oculto de emissoras de rádio , em Alagoas

Agência Brasil

24 de outubro de 2007 | 14h14

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),encaminhará a sua defesa sobre o caso dos "laranjas" nesta quarta-feira, 24. Neste processo, ele é acusado de ter usado laranjas para comprar veículos de comunicação em Alagoas, em sociedade com o usineiro João Lyra.  Veja também:Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Senado decide suspender sexta representação contra Renan Entidades fazem protesto pela cassação de Renan em Brasília  O relator deste processo, Jefferson Peres (PDT-AM), disse que, hoje, diante do material que já tem em mãos, não tem opinião formada sobre a inocência ou culpabilidade de Renan Calheiros. "Tanto posso absolvê-lo, e receber muitos xingamento, como posso condená-lo", afirmou Peres. O relator considera a defesa de Renan fundamental para formar uma opinião, já que o ex-deputado e usineiro João Lyra não desmentiu o depoimento dado ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), que teria sido sócio de Renan nestes empreendimentos.  Em entrevista à revista Veja, Lyra afirmou que o senador alagoano teria utilizado nomes de terceiros na aquisição de rádios no interior de Alagoas e um jornal em Maceió. O relator disse que depois de receber a defesa de Renan irá convocar João Lyra para depor. O usineiro já informou que não aceita participar de reunião do Conselho de Ética. "Resta saber se ele aceitaria um encontro reservado".  Caso suspenso A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira, 23, suspender temporariamente a análise da sexta representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), até que o Conselho de Ética examine as outras representações em tramitação.    Nesta sexta representação, Renan Calheiros é acusado de ter apresentado proposta de emenda ao Orçamento Geral da União para favorecer empresa fantasma cujo titular seria um ex-assessor de seu gabinete, conforme denúncia feita pelo Estado. Pela emenda, a empresa fantasma teria sede em Murici, Alagoas, e as obras seriam executadas em convênio com a Funasa. Na votação do caso, três senadores foram favoráveis à suspensão (Cesar Borges, Tião Viana e Magno Malta), dois foram favoráveis ao arquivamento da representação (Papaléo Paes e Efraim Moraes) e outros dois se posicionaram a favor do encaminhamento da representação ao Conselho de Ética (Gerson Camata e Álvaro Dias). "Essas representações estão se transformando em rotina e são baseadas em notícias de jornais", afirmou Cesar Borges. Segundo Cesar Borges, não adianta encaminhar representações uma vez que o Conselho de Ética já está com um grande número de processos em tramitação.

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