Renan é aclamado pela 'Juventude do PMDB'

Depois de ficar sitiado por estudantes que protestaram contra sua eleição e virar alvo de uma petição com mais de 1,3 milhão de assinaturas pela sua cassação, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) finalmente encontrou nesta sexta-feira um cômodo de aconchego e calor humano dentro do Congresso Nacional, onde ouviu gritos que não eram de protesto, mas de exaltação ao seu nome. Foi no auditório Petrônio Portella, onde centenas de jovens estavam reunidos para a Convenção Nacional da Juventude do PMDB.

DÉBORA BERGAMASCO, Agência Estado

01 de março de 2013 | 20h13

O cenho franzido, os lábios arcados para baixo e os passos ágeis quando anda pelos corredores exposto à imprensa, parlamentares ou turistas foram automaticamente substituídos pelo sorriso alegre, expressão afável, relaxamento dos ombros e os braços abertos quando entrou no oásis peemedebista e ouviu o coro de "Renan é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo" e "Renan, de novo, re-pre-sen-tan-do o povo!".

Em seu discurso, o expansivo senador de olhos brilhantes relembrou aos participantes uma frase dita por ele dias atrás. "Sabe gente, quando me perguntaram o que eu achava dos protestos ao meu nome (para presidir o Senado novamente), eu respondi que se eu fosse jovem também estaria participando desses protestos..." Aplausos e gritos de incentivo. "Porque há duas maneiras de se fazer política: uma é ficando de fora e a outra é participar, é entrar nos partidos". Mais aplausos, mais gritos de incentivo. E aproveitou para criticar o "comodismo" dos que "ficam lá fora, reclamando".

Renan ainda assistiu ao presidente da Juventude do PMDB, Gabriel Sousa, reconhecer que faltou mobilização dos jovens militantes, que deveriam ter ido às ruas defender a moral do senador, em nome de sua trajetória e de sua história política. O que serviria para fazer um contraponto aos mais de 1,6 milhão de cidadãos signatários de uma petição on-line que pedia seu impeachment há duas semanas.

Logo depois dos discursos, o parlamentar ainda foi tietado pelos jovens. Tirou fotos sorridentes, abraços, cumprimentos, recebeu palavras de incentivo e distribuiu conselhos.

O estado de relaxamento durou pouco e logo depois dos discursos, ao passar pelo porta do auditório, deixou para trás a candura, reassumiu a caracterização dura e enfrentou uma batelada de microfones e gravadores da imprensa.

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