Renan diz que sucessão é debate 'paralelo' e aprova CPMF

De volta ao Senado após licença médica, Renan ironiza a respeito de negociações sobre tributo e sua cassação

Rosa Costa, do Estadão

06 de novembro de 2007 | 19h18

Na volta ao plenário nesta terça-feira, 6, o presidente licenciado do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), manifestou-se a favor da aprovação da CPMF e não descartou a possibilidade de reassumir o posto. A licença do cargo termina dia 26. "É claro que eu voto a favor", disse o senador sobre a CPMF."Cada dia com a sua agonia. Eu tenho amigos e essas discussões (de presidência) acontecem paralelamente", disse.   "Mas as paralelas não se encontram", ironizou Renan, referindo-se às negociações em torno das tentativas de aprovar a prorrogação da CPMF até 2011 e de ele conseguir a absolvição nos processos que tramitam no Conselho de Ética.   Veja também: Após dez dias fora, Renan reassume mandato no Senado Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan     Renan, que na segunda-feira voltara ao Senado, mas sem aparecer no plenário, não aprova a articulação do líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), para a sucessão no comando da Casa. Nesta terça, Raupp avaliou a possibilidade de uma nova eleição ser realizada no próximo mês. "Com os processos concluídos, até o final de novembro, a eleição pode ser em dezembro", disse o líder. O acordo com a base governista prevê que a CPMF seja aprovada até dezembro, e, paralelamente, os senadores da base aliada ajudem a salvar o mandato de Renan.   Pela primeira vez, a sucessão de Renan foi discutida abertamente em plenário. O senador Mão Santa (PMDB-PI) afirmou, em discurso, que se Pedro Simon (PMDB-RS) ou Gerson Camata (PMDB-ES) não colocarem seus nomes na disputa pelo comando da Casa, ele vai entrar na briga para assumir o posto. "Só abro, para o PMDB, para vocês (Simon e Camata). Senão, estou na fila. Os outros todos não são melhores do que eu. Os outros vão disputar aqui", disse Mão Santa - no momento do discurso, Renan não estava no plenário.   No PMDB, oficialmente, até aqui apenas Garibaldi Alves (RN) se lançou candidato, durante reunião da bancada. Outros nomes, porém, correm por fora. Um deles é o de José Maranhão (PB).   Ao ouvir Mão Santa falar em sucessão, o senador Osmar Dias (PDT-PR) disse que o assunto pode estar "proibido" no PMDB, mas não no PDT. "Nós já estamos discutindo a sucessão no Senado dentro do PDT. E os nomes que vossa excelência colocou aí nós apoiamos, inclusive o seu", disse Dias. De bate-pronto, Mão Santa avisou: "Mas eu e o Garibaldi somos camisas azul. Verde e amarela é o Simon e o Camata."

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