Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Renan diz que seria ‘erro brutal’ interromper CPI no recesso parlamentar

Relator de comissão pressiona presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a não paralisar trabalhos e diz que parlamentares devem 'se insurgir'

Julia Affonso, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2021 | 21h53

BRASÍLIA - O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou neste domingo, 20, que seria um "erro brutal" paralisar a investigação durante o recesso da Casa. O senador disse acreditar que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não vai tomar "uma decisão absurda como essa".

"Seria um erro brutal, não é comum se interromper um processo de investigação, sobretudo com a gravidade desse processo, dessa Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou Renan em entrevista à GloboNews. "Mais do que isso, eu acho que a Comissão Parlamentar de Inquérito deva se insurgir." 

O Congresso suspende suas as atividades entre 18 e 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. Para haver o recesso de julho, é necessário que o Congresso aprove o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Renan Calheiros declarou que "ninguém de bom grado aceitará uma paralisação" dos trabalhos. "Isso vai diretamente impactar com relação à conclusão dos nossos trabalhos no prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito", disse. A CPI tem o prazo de duração de 90 dias.

"Nós vamos esvaziar uma investigação que está indo muito bem", reforçou. O relator disse que "todas as teses da investigação" foram comprovadas até o momento. "Nós já comprovamos o funcionamento, a existência do gabinete paralelo, do Ministério das Sombras. Nós comprovamos que o governo não quis comprar vacinas, que o presidente da República continua sem acreditar na eficácia dessas vacinas e a defender a imunização natural", disse.

"Nós, agora estamos indo, depois de aparelhados pela participação de pessoas do Tribunal de Contas, da Receita Federal e até da Polícia Federal, o que vai se definir no decorrer dessa semana, adentrar na questão dos recursos, seguir o dinheiro, se houve desvios, se não houve desvios", acrescentou.

Além disso, Renan repetiu que a CPI analisa se pode investigar Bolsonaro. "Estamos estudando se vamos poder ouvir o presidente da República. Há uma dúvida se essa oitiva pode se fazer por escrito, na medida em que o presidente da República pode responder por escrito judicialmente algumas das indagações que lhes fazem. Se nós pudermos ouvir, nós vamos ouvi-lo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.