Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Renan diz que projeto das desonerações vai a votação 'impreterivelmente'

Presidente do Senado afirmou que proposta vai a plenário nesta quarta-feira mesmo que venha a ser derrubada

Ricardo Brito e João Villaverde , O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 16h43

Atualizado às 17h27

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 19, que "um dos cenários" é a rejeição do projeto de lei que acaba com a política de desonerações. Ele disse que "impreterivelmente" será votada hoje a proposta em plenário, a fim de que passe para a fase do "pós-ajuste" fiscal.

"Há (a possibilidade de derrubada da proposta) porque a rejeição do projeto é um dos cenários", disse Renan, em entrevista. Ele citou que, como outros cenários de votação, existe a possibilidade de se votar o texto que veio da Câmara e a modificação do que foi aprovado pelos deputados.

Renan é um dos críticos da proposta, que tranca a pauta desde a terça-feira passada, dia 11. Ele já chegou a dizer que a reoneração poderá custar o aumento do desemprego.

FGTS. O senador afirmou também que o projeto que altera as regras de correção do FGTS, aprovado terça à noite pela Câmara dos Deputados, vai "passar normalmente" por todas as comissões do Senado antes de ser apreciado em plenário pelos senadores. "Não dá para substituir o Senado, predizer o que o Senado vai fazer", disse.

O projeto aprovado na Câmara cria uma conta com os depósitos feitos a partir de janeiro de 2016, que passarão a ser corrigidos pela mesma regra da caderneta de poupança. Até lá, o rendimento continuaria como está, isto é, com uma taxa de 3% acrescida da Taxa de Referência (TR), próxima a 1%. A poupança rende cerca de 6,4% ao ano.

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