André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Renan diz que pretende 'ficar longe' de decisão sobre permanência de ministros

Segundo presidente do Senado, que se reuniu com titulares de pastas do PMDB após partido desembarcar do governo, ministros ficaram de conversar com Dilma sobre assunto

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2016 | 17h03

BRASÍLIA - Após conversar com ministros do PMDB, que ainda insistem em permanecer no cargo mesmo com a decisão pelo rompimento tomada pelo diretório da legenda, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 30, que pretende de “ficar longe” das discussões sobre o desembarque.

Pouco depois de o diretório nacional do PMDB decidir, por aclamação, que os integrantes do partido deverão entregar os cargos, Renan conversou nessa terça-feira, 29, com os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde) e Helder Barbalho (Portos).

“Eles próprios não tinham ainda definido o que fariam. E ficaram, segundo me disseram, de conversar com a presidente da República, que ao final e ao cabo a quem cabe dizer se eles vão ficar ou sair”, afirmou o presidente do Senado. “Tenho que ficar muito longe dessa decisão se os ministros vão continuar ou ficar”, emendou após novos questionamentos por parte dos jornalistas presentes.

Questionado se a resistência de alguns dos ministros da legenda em permanecer no cargo revelaria que não há consenso sobre o desembarque, Renan voltou a defender que o partido tem responsabilidades.

“Acho que estamos vivendo um momento conturbado da vida nacional e o PMDB como maior instituição congressual, maior partido, tem uma responsabilidade muito grande. Qualquer movimento que o PMDB fizer, esse movimento evidentemente vai influir nos outros partidos”, ressaltou.

Até o momento apenas Henrique Eduardo Alves, indicado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, para o ministério do Turismo, entregou o cargo. A decisão de Alves ocorreu na véspera do encontro do diretório que decidiu pelo rompimento pelo governo. Os demais seis ministros do PMDB ainda permanecem no cargo. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.