Renan diz que não será novo 'Severino'; caso completa 2 meses

Presidente do Senado afirma que resistirá até o final no cargo e volta a se declarar inocente

Ricardo Rodrigues, do Estadão,

25 de julho de 2007 | 20h07

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 25, a uma TV em Maceió, que não será um novo 'Severino', resistirá até o último momento na presidência da Casa e tem plena convicção de sua inocência. Severino Cavalcanti (PP-PE) foi presidente da Câmara dos Deputados e, em 2005, renunciou ao cargo para evitar ser cassado sob a acusação de receber propina de dono do restaurante da Casa.   Veja também:   Cronologia do caso Renan   A acusação contra Renan de que teve despesas pagas por um lobista completa dois meses nesta quarta-feira. Já o processo a que responde por quebra de decoro ainda está longe de apresentar um resultado. Após diversas manobras para poupar o senador, a Polícia Federal realiza perícia nos documentos que provariam rendimentos com venda de gado.   Para Renan, a crise no Congresso é artificial: "As pessoas pensaram que estavam diante de um fato consumado e de uma pessoa vulnerável, um novo 'Severino', mas erraram completamente. Em nome da minha dignidade vou resistir até a última hora", declarou.   A PF em Brasília enviou nesta quarta-feira um ofício ao Conselho de Ética do Senado, informando do início da perícia nos documentos usados na defesa de Renan . Os peritos terão um prazo de 20 dias para informar se a documentação que o senador apresentou para comprovar sua renda de pecuarista são autênticos ou não. Parte das notas fiscais apresentada pelo senador vem de empresas fantasmas e firmas que já não atuam mais no mercado de carne em Alagoas.   Crise na saúde   Apesar de estar afastado de Alagoas desde que estourou o escândalo envolvendo seu nome no Senado, Renan falou sobre os problemas do Estado. Ele comentou a crise na saúde pública de Alagoas e disse que é preciso agir rápido para a população não ser prejudicada ainda mais.   Ele afirmou ainda que é necessária a aprovação de emendas e que o governo federal tem que ajudar no pagamento do piso salarial dos médicos, que estão pedido demissão coletiva do Estado. Os médios estão em greve há dois meses, reivindicando um reajuste salarial de 50%. O governo só oferece 5% e ameaça processar os demissionários.  

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