Renan diz que foi uma das abstenções no julgamento

Um dia após sua absolvição, o presidente do Senado volta a dizer nesta quinta que não deixa o cargo

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

13 de setembro de 2007 | 16h48

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ao chegar ao Congresso que não vai tirar férias e que foi um dos votos de abstenção no julgamento da última quarta,  em que os senadores decidiram pela manutenção de seu mandato parlamentar. "Eu próprio votei pela abstenção", afirmou.  Veja Também:    Saiba tudo sobre o Caso Renan e dê sua opinião  Renan ressaltou que após um julgamento de 110 dias registrou uma perda de apenas cinco apoios, referindo-se aos 51 votos que recebeu quando foi eleito presidente do Senado. Acrescentou que não pretende tirar férias. "Não estou cansado", comentou. Nesta quinta, ele voltou a afirma que não deixa a presidência do Senado.  Na última quarta-feira, o presidente do Senado se livrou da cassação do seu mandato .  Foram 35 votos pela condenação, 40 pela absolvição e 6 abstenções. A decisão dos senadores foi em sessão e votação secretas. Com isso, Renan continua senador por Alagoas e na presidência da Casa.  O senador era acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior, como uma pensão destinada à jornalista Monica Veloso- com quem Renan tem uma filha fora do casamento.  Além desta representação, Renan é alvo de mais três processos e dois já correm no Conselho de Ética. Ele é acusado de beneficiar a cervejaria Schincariol, ser dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e ter participado de um suposto esquema de propina envolvendo membros do PMDB.

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