Silêncio da Venezuela sobre avião pode ser resposta negativa, diz Renan

País ainda não autorizou pouso da aeronave que levaria senadores do PSDB a Caracas na próxima quinta-feira

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2015 | 12h12

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira, 16, que a Venezuela ainda não autorizou o avião militar que levaria uma comitiva de senadores a pousar em Caracas na próxima quinta-feira. Segundo ele, a falta de resposta do país vizinho foi entendida como uma negativa ao pedido feito pelo Ministério da Defesa.

 

"Não houve uma negativa formal, mas é evidente que a falta de uma  resposta não deixa de ser entendido como uma negativa", disse.

 

Renan afirmou que diante dessa situação a comissão de senadores decidiu que vai viajar ao país vizinho em avião de carreira. Ele afirmou que conversou com o ministro Jaques Wagner (Defesa) diversas vezes sobre o assunto e elogiou a disposição do petista em ceder o avião da Força Área Brasileira aos parlamentares.

 

A viagem à Venezuela foi anunciada na segunda-feira pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e tem como objetivo prestar solidariedade aos oposicionistas ao governo de Nicolas Maduro que estão presos. Um deles, Leopoldo López, está em greve de fome há mais de 20 dias para pressionar o governo venezuelano a marcar a data das eleições parlamentares, inicialmente prevista para o segundo semestre.

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