André Dusek/Estadão
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Renan diz que estuda mover processo contra operação que atingiu senadores

Presidente do Senado planeja questionar na Justiça mandados de busca cumpridos pela Polícia Federal e tratar do assunto com Ricardo Lewandowski, do STF

Isadora Peron e Ricardo Brito , O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 12h43

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou na manhã desta quarta-feira (15) que a Casa estuda mover um processo contra a operação de busca e apreensão realizada na última terçca-feira (14) no curso da Operação Lava Jato que envolveu três senadores. O peemedebista disse que deve citar essa possibilidade no encontro que pretende marcar em breve com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. "Está sendo estudado. E pretendo (mencionar isso no encontro com o Supremo)", destacou Renan, na saída da reunião da posse dos membros do Conselho de Comunicação Social do Congresso.

Mais cedo, Renan já havia mencionado que quer conversar com Lewandowski sobre a atual "conjuntura". "Acho que os Poderes, mais do que nunca, eles precisam estar voltados para as garantias individuais e coletivas", disse Renan, na chegada ao Congresso.

Nessa terça-feira, o presidente do Senado já havia criticado a ação da Polícia Federal, avalizada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizada pelo Supremo, que fez uma batida contra o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI) e o ex-ministro de Dilma, Fernando Bezerra (PSB-PE).

Em nota lida no plenário no início da noite da terça-feira (14) , Renan disse que a batida da PF "beira a intimidação", classificou-a de "invasão" e reclamou ainda do fato de a Polícia Legislativa não ter acompanhado a operação.

"Causa perplexidade alguns métodos que beiram a intimidação", acusou Renan. "Buscas e apreensões sem a exibição da ordem judicial, e sem os limites das autoridades, que a estão cumprindo, são invasão. São uma violência contra as garantias constitucionais em detrimento do Estado Democrático de Direito", afirmou Renan, que responde a três inquéritos no STF sobre a Lava Jato, mas não foi alvo das ações da última terça-feira (14). 

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