Renan diz a Simon que nova convenção é desnecessária

Terminou a conversa do pré-candidato presidencial do PMDB, senador Pedro Simon (RS), com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Simon apelou a Renan para que o ajudasse a sustentar a proposta de realização de uma nova convenção nacional do partido no dia 11 de junho. De acordo com a lei eleitoral, uma convenção em junho é que teria legitimidade para dar a palavra final sobre uma candidatura própria do partido ao Palácio do Planalto.Renan, no entanto, descartou a idéia da nova convenção argumentando que, ante a "manifestação expressiva" dos convencionais na reunião do dia 13 de maio contra o lançamento de um peemedebista na corrida presidencial, uma nova convenção se tornou desnecessária. Encerrada a conversa com Renan, Simon declarou que saía do encontro "magoado"."Achei que, pelo menos, seria proposta uma conversa. Brinquei com ele: ´Cadê aquele Renan que fez a candidatura do Collor, do nada, chegar à Presidência?´", relatou Simon. Ele destacou que Renan está "inflexível". "É o que ele pensa, e pronto."Simon está-se articulando porque identifica no partido dois movimentos contra a candidatura própria: um que não quer a convenção de modo algum e um que descarta a convenção do dia 11 a pretexto de adiá-la para o dia 29 de junho, quando vence o prazo legal para a realização de convenções partidárias.Em seu relato sobre a conversa com o senador gaúcho, Renan Calheiros disse: "O Simon queria ser candidato e eu gosto dele, não tenho nada de pessoal, mas não há mais tempo de se improvisar candidatura", afirmou. Renan enfatizou que, nos últimos dois meses, quatro nomes foram apresentados e retirados, inclusive o do próprio Simon. Além do senador gaúcho, o presidente do Senado mencionou o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, e o ex-presidente Itamar Franco.

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