Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan elogia escolha de Temer para Ministério da Justiça

Com liderança do partido no Senado em xeque, Renan amenizou críticas ao presidente e cumprimentou-o por por Torquato Jardim à frente do Ministério da Justiça

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2017 | 18h13

BRASÍLIA - Às vésperas de uma reunião que pode tirá-lo da liderança do PMDB do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez nesta segunda-feira, 29, elogios ao presidente Michel Temer e à bancada do partido pela nomeação de Torquato Jardim para o Ministério da Justiça.

Em discurso na tribuna, Renan deixou de lado as críticas recorrentes ao governo e cumprimentou o presidente pela troca de comando na Justiça. Hoje, a bancada formada 22 senadores decide se ele continua à frente do PMDB na Casa.

“Cumprimento o presidente Michel Temer pela nomeação de um ministro da Justiça digno do nome, que pode exercer neste momento difícil papel de interlocução na vida nacional.”

Renan também agradeceu a visita de Temer ao seu Estado, no domingo. “Agradeço ao presidente da República por sua ida a Alagoas em um momento em que os alagoanos se desesperavam com a enchente”, disse.

O senador também procurou afastar boatos de que poderá tentar dificultar a tramitação da reforma trabalhista. Um posicionamento diferente do adotado na semana anterior, quando indicou que, com a prerrogativa de líder, poderia fazer modificações na composição dos peemedebistas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na qual será votado o projeto.

Reunião. Na quinta-feira passada, 14 dos 22 senadores do PMDB se reuniram para discutir a possibilidade de afastamento de Renan da liderança da bancada. Os parlamentares haviam se reunido mais cedo com o presidente Michel Temer, onde a questão também foi debatida.

Uma nova reunião ficou agendada para a tarde de hoje. O ex-presidente do Senado disse que não tem receio da decisão da bancada. “Não temo nada. É fundamental que a bancada converse, estabeleça as diretrizes e as prioridades e decida o que quer fazer. A bancada, e não o governo”, ironizou.

Para chegar a um acordo e se manter na liderança, Renan deve propor uma atuação menos conflituosa à frente da bancada. A solução seria ele se abster de falar pelo PMDB em matérias mais polêmicas, como as reformas. 

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