Marcos Oliveira/Agência Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado

Renan discursa em ato das centrais sindicais contra governo

Além do alagoano, os senadores peemedebistas Kátia Abreu e Eduardo Braga e o deputado Paulinho da Força, do SD, também devem comparecer; organização promete reunir 100 mil

Julia Lindner, Isabela Bonfim e Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2017 | 08h35

BRASÍLIA - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fará um discurso na Marcha das Centrais sindicais nesta quarta-feira, 24, em Brasília, contra as medidas econômicas do governo de Michel Temer. O pronunciamento será às 10 horas no Parque da Cidade.

Depois do discurso do peemedebista, por volta das 11 horas, os manifestantes seguirão em direção ao Congresso, onde será realizado ato contra as reformas trabalhista e previdenciária. A renúncia do presidente Michel Temer também deve ser uma das bandeiras do movimento.

A participação de Renan no protesto foi acertada na terça-feira, durante mais uma reunião do alagoano com sindicalistas. Também participam do encontro os senadores Kátia Abreu (PMDB-TO) e Eduardo Braga (PMDB-AM), além do deputado Paulinho da Força (SD-SP).

Renúncia. Em mais um embate com Temer, Renan defende a saída do presidente da República para a realização de eleições indiretas. Na terça-feira, em sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan disse que "o "ideal seria conversar com o presidente para fazer uma transição rápida e negociada". Ele também afirmou que teria demitido o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na segunda-feira, 22, após a declaração do ministro de que tocaria as reformas, "com Michel (Temer) ou sem Michel". "O grau de complexidade do Brasil não comporta essa ingênua declaração", afirmou Renan.

Manifestação. As centrais sindicais que organizam o protesto de hoje prometem reunir 100 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Caravanas de trabalhadores de várias partes do País já estão concentradas nas proximidades do Parque da Cidade e do Estádio Nacional Mané Garrincha, de onde sairão em caminhada para o Congresso.  

A previsão é que a Marcha comece às 11 horas, mas os atos em frente ao Congresso devem se intensificar somente perto das 16 horas, segundo os organizadores. A Esplanada está bloqueada para trânsito de veículos desde à meia-noite desta quarta-feira. Equipes da Força Nacional fazem a segurança dos ministérios e grades de proteção foram instaladas na frente do Congresso.

Entre as restrições impostas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal aos manifestantes, está a proibição do uso de hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras e outros objetos cortantes ou perfurantes. Haverá ainda revista pessoal nos participantes. Para isso, serão organizados cordões de policiais militares próximos aos ministérios e à Catedral. 

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