Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan deverá recorrer, diz líder do PT após encontro com o peemedebista

Presidente afastado do Senado revelou próximos passos que pretende tomar a integrantes da bancada petista que se reuniram com o peemedebista na residência oficial

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2016 | 00h10

BRASÍLIA - Em reunião realizada no fim da noite desta segunda-feira, 5, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) considerou que pretende recorrer da decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, de afastá-lo da presidência do Senado.

Os próximos passos que pretende tomar foram revelados aos integrantes da bancada do PT, que se reuniram com o peemedebista na residência oficial do Senado.

A decisão de tirar Renan do posto foi tomada na tarde desta segunda-feira pelo ministro Marco Aurélio Mello, que atendeu ao pedido da Rede Sustentabilidade e concedeu uma medida liminar (provisória). A decisão foi tomada no âmbito de uma ação ajuizada pela Rede que pede que réus não possam estar na linha sucessória da Presidência da República.

“Ele deverá apresentar um recurso a essa decisão que foi tomada” afirmou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE) ao deixar o local. Após uma primeira tentativa de um oficial de Justiça de notificar Renan na noite dessa segunda-feira, o peemedebista deve receber o documento nesta terça-feira, 6. “Ele nos comunicou que amanhã (terça) de manhã será notificado às 11 horas. Antes disso deve ter reunião da Mesa diretora que vai receber a decisão e certamente vai discutir um pouco sobre as repercussões disso para a vida do Senado. Acredito que terá algum tipo de ação feita pelo próprio presidente de recorrer dessa decisão que foi tomada”, afirmou Costa.

Presente no encontro, o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que deverá assumir o comando da Casa, não quis falar se pretende dar continuidade ao calendário de votação das propostas que estão na pauta do plenário. Entre os projetos de interesse do governo está a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos.

“Nesse momento não tem como fazer comentário de pauta do Congresso, do Senado. Temos uma situação muito grave do ponto de vista institucional. Não vou antecipar nada antes que tudo aconteça. O momento é gravíssimos não podemos de jeito nenhum nos precipitarmos porque o País está vivendo um momento muito difícil do ponto de vista econômico e a crise política se intensifica e os reflexos para a população são danosos”, disse Viana ao deixar a residência oficial do Senado.

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