Renan deixa presidência do Senado antes de 5ª, dizem aliados

Segundo fontes, renúncia do peemedebista pode facilitar absolvição pelo plenário do 3º caso de que é acusado

CIDA FONTES, Agencia Estado

16 de novembro de 2007 | 17h46

O afastamento definitivo do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado antes da votação do pedido de cassação, marcada para a próxima quinta-feira, 22, é apontado como ponto pacífico entre os aliados do Planalto. O próprio Renan já conversou com alguns colegas sobre essa estratégia, que também foi acertada com o governo. A votação refere-se ao processo em que Renan é acusado de usar "laranjas" na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. A renúncia do peemedebista do comando do Senado, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, pode facilitar sua absolvição pelo plenário e se enquadra no roteiro definido pelo governo para aprovar a emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011.   Veja também:   Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan   Conselho recomenda cassação de Renan no 3º processo Íntegra do relatório do senador Jefferson Péres Conselho arquiva caso Schincariol contra Renan A renúncia de Renan obriga o presidente interino, senador Tião Viana (PT-AC), a convocar nova eleição para a presidência cinco dias úteis depois do pedido de afastamento. Isso acontecerá, portanto, antes da votação do primeiro turno da CPMF, prevista para o período de 6 a 11 de dezembro. O Planalto não quer um clima de tensão no Senado para não sofrer revés, já que enfrentará uma situação difícil e uma votação apertada para renovar o imposto do cheque. Por isso mesmo, senadores do PMDB e do PSB advertem que o governo não pode fazer movimentos bruscos no Senado, sob pena de deflagrar uma disputa indesejável para o comando da Casa.

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