Renan defende realização de mais consultas públicas no País

Após Dilma sugerir plebiscito sobre reforma política, presidente do Senado afirma que protestos recentes indicam desejo da população de participar das decisões

Fábio Fabrini - Agência Estado

25 Junho 2013 | 12h12

Brasília - Um dia após a presidente Dilma Rousseff propor um plebiscito sobre reforma política, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta terça-feira, 25, que consultas à população sejam feitas com mais frequência no País.

"Cresce, como é natural crescer, o desejo de participar. Por isso, temos de tornar mais assíduas às consultas à sociedade brasileira. Falo com a tranquilidade de quem propôs primeiramente o referendo sobre a proibição da venda de armas e munições", declarou o peemedebista durante evento sobre a Lei de Licitações no Tribunal de Contas da União (TCU), na presença de vários ministros do Governo Dilma.

Renan disse que o referendo do desarmamento foi a única experiência de ampliação da "consulta direta" à população desde a Constituição de 1988. Segundo ele, agora há instrumentos tecnológicos que facilitam e agilizam essas consultas. "Temos agendas e temas que dividem o País e o próprio Congresso. Nada mais natural e democrático a sociedade opinar diretamente sobre seu destino". O presidente do Senado acrescentou que, como demonstraram os protestos das últimas semanas, a sociedade quer ser "ouvida com mais frequência e atendida com mais preferência".

Durante encontro com governadores e prefeitos das capitais para discutir as reivindicações apresentadas nos protestos ocorridos no País, Dilma propôs a instalação de uma Assembleia Constituinte específica sobre a reforma política. O plebiscito para decidir sobre a instalação ou não foi um dos cinco pactos apresentados.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que participou do evento no TCU nesta terça, não quis falar sobre a proposta do plebiscito.

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