André Dusek|Estadão
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Renan critica Janot e nega 'acordão' para barrar prisões

Presidente do Senado insinuou que pedido de prisão feito pela Procuradoria vai contra o Legislativo e que hipótese de acordo é 'absurdo'

Julia Lindner e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2016 | 20h22

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a criticar a decisão da Procuradoria-geral da República (PGR) de pedir a sua prisão e a do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Nesta quinta-feira, 9, Renan insinuou que o pedido da PGR vai contra o Legislativo. "Toda vez que acontece uma barbaridade contra a pessoa, a democracia corrige. Pode até demorar, mas corrige. O grande problema é quando essa barbaridade é contra as instituições. Aí ninguém corrige, perdem-se os avanços conquistados."

Renan também voltou a negar as notícias de que haveria um acordo no Senado para salvá-lo. "Não há delito de opinião no Brasil. Não temos sequer informação do conteúdo das delações. Como pensar em preparar acordo? Isso é uma coisa absurda". Em seus discursos à imprensa e ao plenário ao longo do dia, o presidente criticou mais de uma vez a decisão de PGR, também repetiu que é preciso manter a calma para preservar as conquistas do País, afirmou que está "sereno" e que é mais apropriado esperar a posição do STF para se manifestar.

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