Para acelerar impeachment, Renan diz que não haverá recesso parlamentar

Se a parada de julho não acontecer, Michel Temer terá mais tempo para aprovar as  medidas econômicas que deve anunciar em breve

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 18h34

BRASÍLIA - O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou nesta quinta-feira que não haverá recesso parlamentar em julho deste ano na Câmara dos Deputados e no Senado, para que os senadores possam acelerar o julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A petista foi afastada do cargo pelo Senado no início da manhã de hoje. 

Para que o recesso seja suspenso, o peemedebista informou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 não deve ser votada até julho deste ano. Sem recesso, o presidente da República interino, Michel Temer, terá mais tempo para aprovar as  medidas econômicas que deve anunciar em breve, antes do início da campanha para as eleições municipais, quando o Congresso fica esvaziado.

Na semana passada, o Broadcast Político tinha revelado que aliados de Michel Temer articulavam a suspensão do recesso parlamentar de julho para acelerar o julgamento de Dilma no Senado e aprovar as medidas econômicas do novo governo. 

De acordo com o presidente da comissão especial do impeachment do Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), Renan comunicou a decisão de não ter recesso em julho aos líderes partidários, nesta quinta-feira, durante reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. 

Na avaliação de Lira, o processo não deve durar os 180 dias, prazo máximo de afastamento de Dilma. "Seria um pouco dramático", afirmou. "Mas também não vamos encurtar prazos", emendou o presidente do colegiado logo em seguida. Segundo ele, na próxima semana, a comissão deve ter apenas reuniões internas, pois alguns integrantes estarão viajando

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