Renan Calheiros diz ser favorável ao voto aberto

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ser favorável a votações abertas contanto que sejam desta forma em todas as instâncias. "Há 18 modalidades de votos secretos dentre os poderes da República. Sou favorável à transparência desde que sejam abertos todos os votos secretos", disse Calheiros após participar de almoço com executivos do grupo Lide, em São Paulo.

RENAN CARREIRA, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 16h13

Questionado sobre o que pensa em relação a realização de sessões fechadas em Comissões, como a que ocorreu na de Direitos Humanos e Minorias, Renan afirmou que "não concorda". "A transparência que a sociedade cobra não permite que convivamos com fatos como esse." Ele disse ainda que no Senado essa crise não aconteceu porque os líderes anteviram a possibilidade de ocorrer. "Chamei setores do PT e avisei que se eles não indicassem candidatos para a Comissão de Direitos Humanos ela ia ficar na mão de pessoas que pensam como as da Câmara", disse, referindo-se a grupo liderado pelo pastor Marco Antônio Feliciano (PSC-SP).

Sobre o número excessivo de Medidas Provisórias (MPs) que chegam para ser votadas, Renan minimizou a questão. "Vivemos a efervescência da democracia. Estamos modelando a democracia brasileira, não só na relação com o executivo, mas com o Judiciário", afirmou.

Aliança

O senador também reafirmou a aliança "preestabelecida com o PT" na sucessão presidencial de 2014. "No entanto, considero que temos de conversar no governo, conversar também com partidos que formam essa aliança em relação a uma agenda para o próximo governo", ponderou.

Ao ressaltar que o PMDB é o maior partido do Brasil, Renan explicou que a legenda não tem lideranças nacionais, mas "fortes lideranças regionais". "Precisamos manter forte o partido nas regiões. A legenda tem cumprido um papel importante", afirmou.

Segundo Renan, a recente afirmação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que afirmou que Congresso às vezes faz chantagem com o governo, é uma "generalização". "Pode haver setores que ajam assim, mas esse tipo de declaração não ajuda", afirmou.

Perguntado sobre as diferenças do diálogo com o Executivo durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual com a presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado disse que "são estilos diferentes". "Passamos por um bom momento. As tensões são naturais", disse.

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