WILTON JUNIOR|ESTADÃO
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Renan Calheiros diz que não vai votar na sessão de abertura do impeachment

Presidente do Senado tem a prerrogativa de escolher se vota ou não; postura contrasta a do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha

Valmar Hupsel Filho e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2016 | 10h34

BRASÍLIA - Ao abrir a sessão de análise do processo de impeachment, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que vai prezar pela isenção e não vai apresentar seu voto sobre a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Como presidente da Casa, Renan tem a prerrogativa de escolher se vota ou não. Ele também pediu que os senadores deixem de lado questões partidárias e apresentem seus votos com "serenidade e espírito público".

"Neste momento em que estamos prestes a tomar uma decisão gravíssima, peço aos senadores que tenham serenidade e espírito público e analisem se houve crime de responsabilidade que justifiquem a abertura do processo. Se considerarem que as denúncias são insuficientes ela será arquivada", disse. Renan afirmou que esta será uma decisão sóbria e rápida, "mas é difícil garantir que será indolor".

A postura de Renan contrasta com a do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quando o processo passou por aquela Casa. Na votação de 17 de abril, quando 367 deputados votaram a favor pela abertura do processo, Cunha disse que “Deus tenha piedade deste país” e votou a favor.

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