Renan Calheiros defende candidatura de Malan

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse hoje que o surgimento do nome do ministro da Fazenda, Pedro Malan, como um dos potenciais candidatos à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso é "um dado novo nessa discussão, que teima em continuar na ordem social". Ao deixar o Palácio do Planalto, aonde foi acompanhando o governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, para uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso, Calheiros disse que "Malan é muito importante para o País, do ponto de vista da estabilidade. O nome dele é emblemático. Se ele terá ou não destino político dependerá mais dele do que dos partidos políticos. Quase todos os partidos se sentiriam honrados em tê-lo como candidato", disse.Em relação à possibilidade de o PMDB ser este partido, Calheiros foi enfático ao assinalar que, "em termos de sucessão, o PMDB não faz segredo de que terá candidatura própria, independentemente da disposição de manter a governabilidade" no atual governo. Ele lembrou, a propósito, que seu partido já tem dois pré-candidatos: o senador Pedro Simon (RS) e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco. Ele advertiu, no entanto, que "é prudente que não se alimente esse debate, para não se antecipar a discussão".Sobre uma eventual CPI da Corrupção, o líder do PMDB disse que seu partido entende que eventuais investigações pelo Congresso e a normalidade dos trabalhos do Legislativo não são excludentes. "Mas, neste momento, é preciso acabar com esse fuxico, com essa baixaria, com esse diz-me-diz", ponderou. "O PMDB não quer colocar mais combustível nesta disputa. A sociedade cobra que o Congresso tenha seu papel e que volte a seu trabalho".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.