Renan apresenta defesa e caso Schin pode ser arquivado

Para relator do caso, denúncia de que senador teria favorecido cervejaria não se sustenta

Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, do Estadão,

04 de setembro de 2007 | 21h18

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu nesta terça-feira, 4, a denúncia de que teria favorecido a Schincariol, na defesa escrita que encaminhou ao Conselho de Ética. O relator da representação - a segunda feita pelo PSOL - senador João Pedro (PT-AM), deu indícios claros de que vai mandar arquivá-la. Ele afirma que "há uma manifestação política de que esta matéria (denúncia) não tem sustentação".  Veja também: 'Acusações viraram pó', diz Renan em mais uma defesaPara funcionária de Renan, ataque de ex-marido é para atingi-la PSOL quer incluir nova denúncia no caso Schincariol Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Cronologia do caso RenanEm semana decisiva, Renan pode enfrentar quarto processoNova denúncia: Renan tem de explicar propinas   Ao contrário do que fez na primeira denúncia, quando se antecipou ao prazo final para se defender por escrito, o advogado do presidente do Senado, Eduardo Ferrão, deixou para rebater as acusações sobre as suposta ligações de Renan com a empresa no final do período de tempo estipulados pelo regimento.  Segundo reportagem da revista Veja, Renan teria atuado politicamente em favor da empresa para reduzir multas impostas à cervejaria no INSS e na Receita Federal, após a empresa ter pago R$ 27 milhões pela fábrica de refrigerante pertencente a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), que estava em situação deficitária.  O relator João Pedro disse ter sido escolhido para o cargo pela líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC). Ele ocupa a vaga do Senado há menos de seis meses, desde que o titular Alfredo Nascimento (PR-AM) foi indicado para o Ministério dos Transportes.  João Pedro disse esperar que seu parecer seja examinado logo que o Conselho de Ética se desocupar da denúncia de que Renan teria contas pessoais pagas pelo lobista da empreiteira Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior. O parecer pela cassação e dois votos em separados serão votados nesta quarta-feira pelo colegiado.  O senador sinaliza ainda pelo arquivamento da representação que envolve a Schincariol quando sinaliza que a sua decisão não se encaixa nas expectativas da opinião pública. "A opinião pública trabalha a partir da mídia. Mas existe um rito técnico de que nós precisamos assumir nossa responsabilidade", alega. Diz, ainda, que "quem é membro do Conselho de Ética acaba virando um juiz e eu com certeza vou tomar uma posição justa. Do ponto de vista do Senado, da coisa pública, não podemos tomar uma decisão de forma açodada". O senador é um dos cinco integrantes do conselho que se manifestaram pela adoção do voto secreto, na reunião da última quinta-feira.

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