Renan anuncia votação da meta fiscal para amanhã de manhã

Em meio ao escândalo que levou ao afastamento do ministro do Planejamento Romero Jucá, presidente do Senado antecipou a votação para as 11h da manhã

André Ítalo Rocha, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2016 | 17h47

 

São Paulo - Depois de receber do presidente em exercício Michel Temer o projeto do governo que propõe a elevação do déficit primário para R$ 170,5 bilhões neste ano, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta tarde que Temer pediu para o Congresso agilizar a análise da "redução do déficit". A sessão que vai apreciar amanhã a matéria foi antecipada das 16h para as 11h. Seu anúncio foi feito pouco antes de Romero Jucá anunciar que se licenciaria do Ministério do Planejamento após aparecer em conversas discutindo sobre como "estancar" a Lava Jato.

Em meio a tumulto no Congresso, em razão de manifestantes que protestavam contra o presidente em exercício Michel Temer e o ministro do Planejamento, Romero Jucá, Calheiros afirmou ainda que há uma "exigência nacional" para que o Congresso vote esta matéria. 

"O governo não pode repetir o governo anterior", disse Calheiros, em relação à gestão das contas públicas, principal motivo apontado para o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Ele garantiu que o Senado vai tratar o governo de Temer da mesma forma como tratou o governo de Dilma.

Segundo Jucá, a meta do governo do presidente em exercício Michel Temer é "factível, realista, não tem maquiagem". "E é a primeira diferença que tem entre o governo Michel Temer e o que saiu", disse Jucá, em meio a gritos de golpista e confusão no Plenário.

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