André Dusek|Estadão
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Renan afirma que não deve responder sobre impeachment de Janot nesta quarta-feira

O parlamentar disse ter enviado o pedido para análise da Advocacia-Geral do Senado e aguarda retorno da matéria; não há prazo para dar resposta

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2016 | 17h51

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que não dará resposta sobre o pedido de impeachment do procurador-geral da República Rodrigo Janot nesta quarta-feira, 22, como havia dito anteriormente. O senador não deu novo prazo para a análise.

De acordo com Renan, o último pedido de impeachment contra Janot recebeu um aditamento com a inclusão de alguns fatos novos. Por essa razão, ele enviou o pedido para análise da Advocacia-Geral do Senado e só dará resposta quando a matéria voltar para seu gabinete. Não existe prazo para esse trâmite.

Renan buscou defender sua isenção ante a tarefa de aceitar ou arquivar o processo. Nas últimas semanas, ele havia expressado forte indignação com a atuação de Janot. "O senador Renan, eleito por Alagoas, tem o direito de se indignar. Mas o presidente do Senado, não", alegou.

O peemedebista chegou a dizer para aliados que gostaria de aceitar o pedido e colocou a questão em discussão durante reunião de líderes do Senado na semana passada. Não recebeu, entretanto, o apoio dos colegas. 

O pedido foi feito na semana passada por duas advogadas de movimento contrário à presidente afastada Dilma Rousseff. Além desse, existem outros quatro pedidos de impeachment contra Janot que aguardam resposta do presidente do Senado. Um deles de autoria do senador Fernando Collor (PTC-AL).

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