Renan abre mão de prazo para defesa final no Conselho

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, divulgou nota à imprensa informando que abre mão do prazo de cinco sessões do Senado para que possa fazer suas alegações finais, no Conselho de Ética, antes da votação dos relatórios que tratam do seu caso.   Veja Também: - Relatores divergem e votação do caso Renan pode ser secreta Cronologia do caso Renan     Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Veja especial sobre o caso Renan "Desde o início deste processo político movido contra mim, tenho me pautado pelo estrito cumprimento das normais regimentais e constitucionais. Apesar destes institutos preverem uma série de etapas e prazos que devem ser seguidos na defesa, jamais lancei mão de prerrogativas que poderiam delongar o processo", afirma o senador.   Os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) se reuniram na tentativa de elaborar um único relatório a ser apresentado na reunião com o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Leomar Quintanilha (PMDB-TO).   A reunião desta tarde deverá contar também com participação do senador e aliado de Renan, Almeida Lima (PMDB-SE), terceiro relator da representação contra Renan, que pode elaborar um relatório separado.   O relatório refere-se à representação protocolada pelo PSOL contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, para que o conselho investigasse denúncias de que Renan teria tido despesas pessoais pagas por um funcionário de empreiteira.   Essa deverá ser a última reunião antes da apresentação do relatório para os demais membros do Conselho de Ética, prevista para esta quinta-feira.                                                                                                      Processos   Renan responde no Conselho de Ética por suspeita de quebra de decoro parlamentar. Ele teria suas despesas pessoais pagas pelo lobista Claudio Gontijo, ligado à construtora Mendes Junior.   Além deste caso, Renan é alvo de mais duas representações no órgão. Ele teria beneficiado a cervejaria Schincariol, que comprou uma fábrica de refrigerantes falida da família de Calheiros.   Na terceira, ele terá que explicar uma acusação de que seria dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas.  

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