Remessa ilegal pelo Banestado pode chegar a US$ 60 bilhões

O delegado da Polícia Federal José Francisco de Castilho Neto disse nesta quarta-feira, em depoimento sigiloso na Comissão de Segurança Pública da Câmara, que o total de remessas ilegais para o exterior feitas por meio das chamadas contas CC-5 no Banestado chegar US$ 60 bilhões, o dobro das estimativas iniciais, de US$ 30 bilhões."Acredito que poderá dobrar o volume do dinheiro. Um exemplo foi uma conta de Nova York onde achávamos que havia US$ 40 milhões, mas quando começamos a investigar soubemos que os valores eram US$ 240 milhões", disse o delegado, que participou das apurações nos Estados Unidos e acabou afastado do caso a pedido do Ministério Público Federal.O presidente da comissão, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), foi cauteloso na avaliação das informações. "Temos que fazer um cruzamento com a Receita Federal para saber se o dinheiro enviado para o exterior foi declarada no Imposto de Renda. Se abrirmos as informações sobre os indícios encontrados, poderemos fazer injustiças", disse.Policiais federais e procuradores estimam que pelo menos a metade dos recursos desviados de financiamentos concedidos pela extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi parar no exterior por meio de remessas ilegais. As investigações já chegaram a duas contas usadas pelo esquema Sudam, ambas da agência do Banestado em Nova York.

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