Remédios: genéricos representam 1,47% das vendas

Até o final deste ano, as 18 indústrias farmacêuticas que formam o Grupo PróGenéricos querem conquistar 10% do mercado brasileiro de medicamentos, que no ano passado faturou US$ 7,5 bilhões. De acordo com pesquisa do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), a meta vem sendo cumprida. A participação dos genéricos passou de um patamar de 1,06% do total entre junho de 2000 a fevereiro de 2001 para 1,47% em março. O presidente do grupo, Carlos Eduardo Sanchez, afirma que a meta é deter 30%, ou US$ 2 bilhões da receita anual do setor, nos próximos três anos.As boas expectativas do PróGenéricos têm por base os resultados alcançados por países onde esse tipo de medicamento é vendido há mais tempo. Nos Estados Unidos, eles representam vendas de US$ 7 bilhões, 11% do total, e 40% das unidades comercializadas. No mercado alemão, as vendas somam US$ 2,2 bilhões ou 30% do total, e 40% das unidades comercializadas. O crescimento mundial é de 11% ao ano e, nos Estados Unidos, 72% das receitas são de genéricos, com preço 30% menor que os de referência.Os argumentos que alimentam as expectativas do PróGenéricos no mercado interno são preço em média 40% inferior aos de referência (marca); falta de políticas públicas de distribuição de medicamentos; lei de patentes favorável, porque 86% dos medicamentos de marca podem ter versão genérica; e a forte pressão da sociedade para que haja melhorias no plano social.Proibição para similaresO crescimento da fatia dos genéricos também está relacionado à proibição de medicamentos similares sem denominação no mercado interno, a partir do dia 23. Os estoques poderão ser vendidos até 14 de setembro, e a partir do dia 15, só os genéricos poderão ser vendidos pelo nome do princípio ativo nas farmácias. Esses medicamentos similares representam 4% das vendas do setor e terão que passar por testes de bioequivalência para se transformarem em genéricos.De acordo com o levantamento do Sindusfarma, há 233 genéricos registrados no Brasil, dos quais 146 são comercializados. Desses, 103 são fármacos (vendidos no varejo) e 43 usados em hospitais; 63 são importados e 83 fabricados por 20 indústrias com fábrica no Brasil. Até março, havia 330 pedidos de registro de medicamentos e 39 empresas com intenção de fabricar genéricos no País. Foram concedidos 10 registros em janeiro e sete em fevereiro.

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