Remédio de contraste radiológico pode ter provocado 13 mortes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde determinou a interdição do laboratório carioca Enila Indústria e Comércio de Produtos Químicos e Farmacêuticos, suspeito de ter provocado a morte de 13 pessoas por contaminação bacteriana e efeitos colaterais adversos em outras 20. A empresa está sendo responsabilizada por colocar o lote nº 3040068 do medicamento Celobar contaminado, no mercado. O remédio é utilizado via oral para contraste radiológico de exames no aparelho digestivo.De acordo com a Anvisa, a contaminação pode ter provocado a morte de 11 pessoas no Estado de Goiás e, outras duas pessoas na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Segundo a Anvisa, a equipe de fiscalização constatou que o laboratório não realizou os testes de qualidade adequados, antes de colocar o lote à venda nas farmácias e drogarias.A equipe constatou, segundo a Anvisa, que o produto foi liberado para o comércio sem um laudo conclusivo do controle de qualidade do laboratório. Em um laudo preliminar, informa a Agência, foi especificado que o medicamento estava no limiar de contaminação bacteriana, ou seja, possuía contaminação muito próxima do limite estabelecido. A Agência encaminhou comunicado para as vigilâncias sanitárias estaduais solicitando a interdição do medicamento. O Celobar, conforme informações da Anvisa, foi distribuído para dez estados (PE, BA, GO, AL, ES, SC, RJ, SP, DF, MG). Ao todo, teriam sido distribuídos 4.620 frascos do produto para essas localidades.Está disponível na página da Internet da Anvisa (veja o link abaixo) um alerta sanitário sobre o assunto. A Anvisa ainda enviou alerta sobre o problema para a rede de Hospitais Sentinela, composta por 100 unidades de saúde da rede pública e privada espalhadas em todas as regiões brasileiras.A reportagem da Agência Estado fez contato com o laboratório Enila, que até o momento não se manifestou sobre o assunto.

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