Remédio contra aids será vendido por US$ 1 na África

O laboratório Bristol-Myers Squibb vai destinar US$ 115 milhões para ações filantrópicas e anunciou também a venda de medicamentos por US$ 1 por dia para intensificar o combate à aids na região do baixo do Saara, na África. Segundo Antônio Carlos Sales, gerente de assuntos corporativos da empresa, a verba inicial, destinada ao programa Garanta o Futuro, era de US$ 100 milhões, mas o laboratório ampliou de cinco para nove o número de países atendidos e aumentou o valor investido em mais US$ 15 milhões. Além da verba, a empresa vai vender a US$ 1 por dia os medicamentos zeritavir e videx, que são comercializados na África e também no Brasil, onde continuarão sendo vendidos sem alteração de preço. "Esse desconto se trata do Programa Acess, um projeto onde alguns laboratórios se reuniram para fornecer drogas a baixo custo para países mais necessitados", explicou. "Na prática, nós abrimos mão de ter lucro. As empresas que têm como missão trabalhar com drogas agrega um ônus social que precisa ser assumido", disse.De acordo com Sales, o anúncio da venda dos medicamentos a U$S 1 não tem relação com a ameaça de quebra de patentes feitas pelo Brasil nem com a iniciativa de governos africanos em importar genéricos do coquetel feitos na Índia.Segundo John McGoldrick, vice-presidente executivo da Bristol, 36 milhões de pessoas estão infectadas em todo o mundo com o HIV, sendo que 25 milhões se encontram na África. Mais de 100 mil crianças com menos de 5 anos estão contaminadas pelo vírus HIV. "Nessa região, a transmissão do vírus é vertical: um homem passa o vírus para uma mulher, que por sua vez o transmite aos filhos", completou. O programa trabalha com capacitação tecnológica para produção de medicamentos e investe no treinamento de enfermeiros e médicos, entre outras ações.

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