Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Relembre outros presidentes que já foram internados

Confira abaixo uma lista de chefes do Executivo que passaram por hospitais durante ou depois do exercício de seus mandatos

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 05h00

Na semana em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a uma cirurgia para retirar a bolsa de colostomia e deve permanecer no hospital de repouso, o Estado elencou alguns ex-presidentes que também foram internados durante seus mandatos. 

Michel Temer - 2016-2018

Em dezembro de 2017, o ex-presidente Michel Temer fez uma pequena cirurgia para desobstrução da uretra no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A situação que afetou Temer e o levou a um quadro de retenção urinária. É uma situação em que a glândula pode crescer tanto no entorno do canal da uretra (por onde passa a urina a partir da bexiga), comprimindo-o de modo a não mais permitir a passagem do fluído.

Ele, então, vai se acumulando na bexiga, e o paciente pode sentir muita dor. A saída é passar uma sonda para esvaziar a bexiga. Michel Temer teve outras internações com problemas similares, mas atravessou o mandato sem maiores complicações. 

Dilma Rousseff (2011-2016)

Antes de assumir a Presidência da República, Dilma Rousseff teve um câncer no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Em maio de 2009, ela chegou a ficar internada no Hospital Sírio-Libanês enquanto era ministra da Casa Civil. A doença foi detectada em estágio inicial, Dilma fez sessões de quimioterapia e se curou do câncer.

Enquanto era presidente, Dilma se submeteu a exames de rotina periodicamente para avaliar se havia possibilidade de reincidência da doença.  

Luiz Inácio Lula da Silva - 2002-2010

Em fevereiro de 2005, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se submeteu a uma cirurgia para retirar um pólipo nasal, um tecido que dificultava a respiração. A cirurgia foi realizada no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo e não teve maiores complicações. Ele ficou no hospital apenas uma noite. Já em abril de 2004 o ex-presidente fez uma pequena cirurgia para corrigir um problema na pálpebra. Em outras ocasiões, passou por hospitais para realizar exames rotineiros ou por precaução, como em 2010, que deixou de ir ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde seria homenageado, porque teve problemas de pressão alta e foi proibido pela equipe médica. 

O ex-presidente teve problemas de saúde mais graves após sua saída da presidência. Em outubro de 2011, ele identificou um tumor de agressividade médio na laringe. Ele perdeu a barba e o cabelo por conta do tratamento contra o tumor de três centímetros. O ex-presidente fez sessões de quimioterapia e radioterapia, perdeu 18 quilos em decorrência do tratamento e, em 2012, estava curado da doença.  

Tancredo Neves - 1985

Na véspera da posse do presidente eleito Tancredo Neves, em 14 de março, ele sentiu dores no abdômen e foi internado para uma cirurgia de emergência. Após 38 dias e sete cirurgias, Tancredo morreu em São Paulo diagnosticado com diverticulite. Tancredo havia sido eleito presidente do Brasil no dia 15 de janeiro com apoio de 480 membros do colégio eleitoral. Após sua morte, assumiu o vice, José Sarney. 

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