Relatório do MPF só tem conversas, diz secretário de Yeda

Segundo José Alberto Wenzel, protestos são "coisas normais do processo democrático"

Fernando Martines, estadao.com.br

14 de agosto de 2009 | 16h23

A aprovação do requerimento para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do RS para apurar denúncias de uso de caixa dois e o protesto com cerca de 1.500 manifestantes em frente ao Palácio Piratini na manhã desta sexta-feira, em Porto Alegre, não abalaram a confiança dentro do governo Yeda Crusius.

 

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Questionado pelo Estadão.com.br sobre a estratégia da base governista para a CPI, o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel (PP-RS), afirmou que a base governista terá 8 dos 12 deputados que irão compor a comissão. O PSDB, partido da governadora, poderá indicar dois nomes. Porém, Wenzel afirmou que ainda não estão definidos quais serão os parlamentares tucanos.

 

Para Wenzel, o relatório de mais de mil páginas do Ministério Público Federal que apresenta detalhes da investigação que culminou no indiciamento de Yeda não continha nada além de "conversas". "O relatório não apresentou nada de novo. Apenas conversas, apenas uma fala. Não tem nenhuma prova ali", disse Wenzel.

 

Em relação aos protestos, o chefe da Casa Civil disse que conversou com Yeda e que a governadora teria lhe dito serem "coisas normais do processo democrático".

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