Relatoria de reforma não sai antes de quinta, diz Chinaglia

Presidente da Câmara estará empenhado em fechar acordo para votar proposta que altera edição de MPs

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

14 de abril de 2008 | 17h44

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), só deverá anunciar os nomes do relator e do presidente da comissão especial que vai analisar o  projeto da reforma tributária depois de quarta-feira. Até lá, Chinaglia estará empenhado em fechar um acordo para a votação da proposta que altera a edição e a tramitação de medidas provisórias (MPs). "Não acho adequado misturar tudo", disse o presidente hoje. Chinaglia avisou que não fará as indicações dos nomes antes de quinta-feira.   Veja também: Leia a íntegra da reforma tributária  Veja a cartilha do governo que explica a reforma  Veja os principais pontos da reforma tributária  A escolha do relator e do presidente da comissão está provocando atritos na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PR, com o apoio do PP e do PTB, tenta fazer o deputado Sandro Mabel (PR-GO) o relator da proposta. O mesmo cargo é disputado pelo PT, que indicou o deputado Antonio Palocci (PT-SP). O PMDB formalmente mantém o nome do deputado Edinho Bez (PMDB-SC) para a presidência da comissão, mas há pressão para que o partido abra mão da indicação para permitir um acordo entre o PR e o PT, cada um ocupando um dos cargos. A comissão foi criada na semana passada, mas os líderes dos partidos ainda estão indicando seus representantes. Serão 23 titulares e o mesmo número de suplentes. A instalação da comissão só deverá acontecer depois de resolvido o impasse em torno dos nomes do relator e presidente.    A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação. Após a comissão especial, a proposta tem de ser votada em dois turnos pelo plenário e só depois de aprovada pelos deputados segue para votação no Senado.

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