Relatores para novo caso Renan e Argello serão definidos na 5ª

Renan séra investigado por elo com cervejaria e suplente de Roriz por suposta participação em esquema no DF

Rosa Costa, do Estadão

08 de agosto de 2007 | 19h08

O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ficou de apresentar, até esta quinta-feira, 9, os nomes dos relatores para o nova representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e contra contra o recém-empossado senador Gim Argello (PTB-DF).     Veja também:    Cronologia do caso Renan     'Nada tenho a temer, nada tenho a esconder', diz Renan no Senado  Agripino, líder do DEM, cobra saída de Renan da presidência  Renan reage a pedido de Agripino, líder do DEM  Veja especial sobre o caso Renan  Renan diz que é 'chefe' do Senado e que Lula não cobra nada    Segundo a denúncia, o presidente do Senado teria atuado para favorecer a cervejaria Schincariol em retribuição a um favor prestado a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), bem como as suspeitas de apropriação ilegal de terras em Alagoas. O pedido de novo processo é do PSOL.     O Conselho de Ética já vem examinando uma primeira representação do PSOL contra Renan relacionada à suspeita de que ele teria pago despesas pessoais com dinheiro de um lobista de uma empreiteira.   Já Argello, suplente do ex-senador Joaquim Roriz, é acusado de participação em esquemas de desvio de dinheiro público no Distrito Federal.     Terceira representação     O primeiro-vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), marcou para a próxima terça-feira, 14, reunião da Mesa Diretora que decidirá se encaminha ou não ao Conselho de Ética a representação conjunta do DEM (ex-PFL) e do PSDB contra o presidente do Senado.   Os dois partidos pedem que seja investigada a suspeita de que Renan teria utilizado "laranjas" na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas.   Nesta quarta, Quintanilha, após se reunir com os três relatores da representação, disse que não poderá, por causa do número restrito de integrantes do Conselho, nomear mais de um relator para cada representação.   Novos documentos   A Polícia Federal requisitou nesta quarta-feira ao Conselho de Ética do Senado novos documentos para que possa concluir a perícia sobre as transações de venda de gado do presidente do Senado. Com o pedido, os relatores do caso já trabalham com a possibilidade de estender o prazo de conclusão dos trabalhos de investigação com o objetivo de saber se Renan  teve contas pessoais pagas por terceiros.   O senador Renato Casagrande, um dos relatores da comissão, admitiu que a PF precisará de mais tempo para periciar as notas fiscais e documentos apresentados por Renan Calheiros da venda de parte do seu rebanho. Segundo o relator, a nova documentação requerida inclui comprovantes de empresas que teriam adquirido gado do senador e que não constaram no primeiro requerimento, de junho.   Os peritos também requereram documentos da Secretaria da Fazenda de Alagoas referentes ao frigorífico Mafrial, um dos principais compradores, bem como outros frigoríficos que negociaram gado com o senador.   (Com Agência Brasil)

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