Relator votará sobre políticos que receberam dinheiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta quinta-feira a 26ª sessão do julgamento do processo do mensalão. O relator, ministro Joaquim Barbosa, vai votar sobre a acusação de lavagem de dinheiro contra pessoas ligadas ao PTB, entre elas o presidente da legenda, Roberto Jefferson, e vai analisar ainda as acusações contra o ex-deputado peemedebista José Borba.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

20 de setembro de 2012 | 14h58

A expectativa é de que haja tempo na sessão desta tarde para que o revisor, Ricardo Lewandowski, inicie seu voto sobre os políticos que receberam dinheiro do PT. A decisão sobre os integrantes do núcleo político do esquema, como o do ex-ministro José Dirceu, deve começar a ser tomada somente no final da próxima semana.

Barbosa vai começar a sessão desta quinta-feira votando pela condenação de Jefferson, do ex-deputado Romeu Queiroz e do ex-secretário do PTB Emerson Palmieri por lavagem de dinheiro. Ele já condenou os três por corrupção passiva. Na sequência, o relator falará sobre a situação de Borba, outro beneficiário do esquema.

Nas duas sessões anteriores, o relator abordou a situação dos acusados de vender os votos no Congresso Nacional. Ele concordou com a tese da acusação de que houve corrupção passiva porque a vantagem paga aos parlamentares foi para apoiar o governo em votações importantes, como as reformas previdenciária e tributária. Concluiu ainda que o mensalão permitiu ao PP, PL (atual PR) e PTB inflar suas bancadas na Câmara.

Após a conclusão do relator, será a vez de Lewandowski. No caso do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ele acolheu a tese de que o dinheiro serviu para quitação de dívida relativa a eleições e votou pela absolvição do deputado.

A tendência, porém, é de que a maioria dos ministros siga o entendimento de Barbosa de que houve prática de crimes pelos políticos beneficiários do esquema. Contudo, alguns devem discordar da argumentação do relator sobre a compra de votações específicas. O entendimento seria de que os recursos seriam para fazer uma espécie de fidelização dos aliados ao interesse do governo do PT. A expectativa é de que a (conclusão dessa fase ocorra na próxima semana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.