Relator vota pela abertura de ação penal contra políticos do PP

Segundo a denúncia, em 2003 e 2004, Janene, Pedro Corrêa, Pedro Henry e João Cláudio receberam R$ 4,1 mi

27 de agosto de 2007 | 15h44

O ministro relator, Joaquim Barbosa, votou pela abertura de ação penal por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra os políticos do PP José Janene (ex-deputado), Pedro Corrêa (ex-deputado), Pedro Henry (deputado) e João Cláudio Genú (ex-assessor). Além de Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg e Carlos Alberto Quaglia por terem ajudado a montar "uma estrutura criminosa voltada para a prática dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais" das propinas pagas pelo esquema do mensalão.   Veja também:    Passo-a-passo do julgamento do mensalão no STF    STF abre ação contra 19 e livra Dirceu da denúncia de desvio Veja imagens do terceiro dia de julgamento  Veja imagens do segundo dia de julgamento  Veja imagens do primeiro dia de julgamento  Para defesa, denúncia é confusa e açodada Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Quem são os 40 do mensalão  Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Íntegra da denúncia  Veja quem já virou réu no processo     Antes de iniciar a leitura de seu voto, Barbosa informou que sobre o núcleo político irá dividir a denúncia por partidos e começou pelo PP. Faltam ainda PL, PTB e parte do PMDB.  O ministro relator também não tratou ainda do núcleo político que envolve o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu (PT-SP), o deputado José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-secretário geral do partido Sílvio Pereira. Nem do núcleo financeiro envolvido no repasse aos partidos: Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, e as funcionárias Simone Vasconcelos e Geiza Dias.   Segundo a denúncia do procurador-geral, em 2003 e 2004, José Janene, Pedro Corrêa, Pedro Henry e João Cláudio Genú receberam aproximadamente R$ 4,1 milhões a título de propina para dar sustentação ao governo no Congresso. E os repasses ao PP teriam sido feitos por meio da Bônus Banval, cujos proprietários são Quadrado e Fischberg, e da Natimar, cujo sócio é Quaglia. As empresas faziam os saques e repassavam o dinheiro aos políticos do partido por determinação dos petistas, segundo a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.     Mensalão   O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento. Segundo ele, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.

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