Relator vai pedir quebra de sigilo contábil do PT

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), vai apresentar requerimento para quebrar o sigilo contábil do PT nacional. O pedido será votado na próxima sessão administrativa da CPI, que deverá ocorrer no dia 7 ou 8 de março.Pressionado pelos petistas, Serraglio informou que deverá também pedir a quebra do sigilo do diretório estadual do PSDB de Minas Gerais. Os tucanos mineiros teriam recebido dinheiro do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, em 1998, na campanha à reeleição do então governador e hoje senador Eduardo Azeredo. "Quero o sigilo contábil do PT para ratificar o acervo documental que temos na CPI. Se houver necessidade também vamos pedir a quebra do sigilo de outros partidos", afirmou Serraglio. "Tem de quebrar o sigilo de todo mundo. É bom que quem está ansioso por quebrar o sigilo do PT também apresente o seu voluntariamente", argumentou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).Segundo assessores da CPI dos Correios, a quebra do sigilo do PT nacional é para verificar se houve entrada de recursos da Visanet - empresa administradora de cartões de crédito e débito que tem entre seus cotistas do Banco do Brasil - nas contas do partido. O relator explicou que vai pedir a quebra do sigilo do PT dos últimos cinco anos. A um mês da entrega do relatório final da CPI, Osmar Serraglio marcou depoimento de dois diretores do Banco do Brasil para o dia 7 de março. O relator quer que eles expliquem a auditoria feita pelo BB sobre o suposto uso de recursos da Visanet no esquema operado por Marcos Valério. Em novembro do ano passado, a CPI dos Correios descobriu que R$ 10 milhões de recursos do Banco do Brasil serviram para alimentar, em 2004, o esquema de empréstimos a aliados operado por Valério a pedido do PT. Os R$ 10 milhões deveriam ter sido usados pela DNA Propaganda, uma das empresas de Valério, na publicidade da empresa de cartões de crédito e débito Visanet. Mas o dinheiro acabou no BMG, um dos bancos que emprestaram recursos para Valério repassar ao PT.

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