Relator se decide sobre segundo caso Renan semana que vem

Nesta processo, ele é acusado de beneficiar a Schincariol, que comprou uma fábrica falida da família Calheiros

Agência Senado

24 de agosto de 2007 | 14h04

Até o final da próxima semana, o senador João Pedro (PT-AM) - relator da segunda representação  contra o presidente do Senado, Renan Calheiros deverá estar com sua opinião formada sobre a matéria.  Veja também:Deputado pede CPI para investigar venda da TVACronologia do caso Renan    Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Veja especial sobre o caso Renan  Renan tem atacado o grupo, acusando de fazer uma transação ilegal na venda da empresa de televisão a cabo TVA para o grupo espanhol telefônica. O senador chegou a pedir no discurso que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspenda o julgamento, marcado para a próxima semana, do negócio entre os dois grupos empresariais. O senador voltou a utilizar a tribuna para se defender e atacar o grupo Abril, numa clara estratégia de aproximação com os colegas de Parlamento em busca de uma absolvição caso um pedido de cassação de seu mandato venha a ser julgado em plenário.  Ao longo de cerca de 15 minutos, o senador afirmou que a transação entre os dois grupos agride o mercado e ao lei "ao transferir para uma empresa estrangeira o controle total de uma operadora em São Paulo." "Esses empresários gananciosos estão ferindo a lei utilizando concessões que ganharam do Estado brasileiro", acusou Calheiros, afirmando que a transação fere a lei porque a legislação proíbe que empresas sejam formadas no Brasil, nesse setor, exclusivamente por estrangeiros.  Renan afirmou que, no depoimento que prestou ao Conselho de Ética, fez de feito tudo para colaborar para que "a verdade se torne visível" a todos. O senador disse que compareceu espontaneamente para prestar esclarecimentos sobre a "as artificiais acusações" que enfrenta. "Procuram transformar um caso que tramitou na Vara de Família numa crise político-institucional".  "Homenageio a democracia". Renan se declarou um democrata "até mesmo quando me sinto vítima de seus excessos". "Agradeço a paciência do povo brasileiro que, através das mensagens que enviam diariamente, demonstram cansaço com estas mentiras", disse.  Depoimento Em seu depoimento aos três relatores da primeira representação que responde no Conselho, Renan conseguiu convencer apenas um de que é inocente, seu aliado Almeida Lima (PMDB-SE). Os outros dois, Renato Casagrande (PSB-ES), e Marisa Serrano (PSDB-MS), mostraram-se descrentes com as suas explicações.  Ele estava acompanhado pelo perito José Appel, contratado por ele para ajudar a esclarecer dúvidas que constam no laudo feito pela Polícia Federal nos documentos apresentados na sua defesa.  Renan Calheiros disse aos relatores que não declarou à Receita Federal os empréstimos que disse ter feito para evitar a exposição de questões pessoais. Ou seja, quis dizer que não queria publicidade na pensão que pagava à filha que teve fora do casamento. 

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