Relator pede intervenção na Sudene

O relator da CPI que investigou fraudes na Sudene, deputado José Pimentel (PT-CE), propõe, no relatório final da comissão, que o Ministério da Integração Nacional intervenha no órgão, a exemplo do que fez na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), e suspenda a liberação de recursos de 272 projetos em andamento, para que sejam realizadas auditorias para verificar a viabilidade econômica de cada um deles. Pimentel afirmou, ao divulgar o relatório, que as fraudes ocorridas nos projetos da Sudene são iguais àquelas verificadas na Sudam. O relatório final da CPI, que será submetido amanhã à votação na CPI do Finor, afirma que os Estados mais beneficiados com recursos do Fundo, desde a sua criação, em 1974, foram a Bahia, Pernambuco e o Ceará que, juntos, receberam 61% de todos os recursos aprovados. São esses os Estados com maior peso político na região. Um dos aspectos destacados pelas conclusões é que, de 1974 a 1994, o Finor aprovou 2.935 projetos, dos quais 457 foram malsucedidos. Esse número aumentou para 653, considerando também os projetos aprovados de 94 a junho do ano passado. Dos empreendimentos malsucedidos, 512 receberam R$ 1,4 bilhão. O relator da CPI disse que o Finor e o Finam foram montados para serem fraudados. Segundo ele, as investigações da CPI do Finor podem servir de subsídios para a apuração das fraudes na Sudam, guardadas as proporções entre ambos - já que as dimensões do Finor são bem superiores.

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