Relator pede cassação de ACM; relatório será votado na terça

O senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), relator da sindicância do Conselho de Ética do Senado sobre denúncias de participação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no esquema de escuta ilegal de telefones de dezenas de pessoas na Bahia, apresentou seu relatório sobre o caso recomendando abertura de processo de cassação do mandato de ACM, por considerar que ele "infringiu o decoro parlamentar".Na sessão do Conselho de Ética, vários senadores - entre os quais Demóstenes Torres (PFL-GO) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) - apresentaram pedido de vistas do relatório, e, com isso, o texto só será votado na próxima terça-feira. No seu parecer, Mesquita afirma não ter dúvidas de que Antonio Carlos Magalhães utilizou, como parlamentar, informações "sabidamente obtidas mediante a prática de um crime". Geraldo Mesquita declara-se "convencido da gravidade do ato praticado" por Magalhães ao divulgar informações que teriam sido obtidas por escuta telefônica. O relator lembra ainda que o senador Antonio Carlos Magalhães renunciou ao mandato, na legislatura passada, acusado de não ter agido para impedir a violação do painel eletrônico do Senado. Geraldo Mesquita comenta também, em seu relatório, que a única providência a ser tomada em relação a um parlamentar que falta com o decoro "é a abertura de processo de cassação do mandato".Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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