Relator para novo caso Renan será definido nesta quinta-feira

A informação é do presidente do conselho, que defende que o processo deveria ter sido iniciado na Câmara

Agência Senado

09 de agosto de 2007 | 13h50

O nome do relator da segunda representação do PSOL contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por suposta quebra de decoro parlamentar, deve sair até o final desta tarde. A informação foi dada nesta quinta-feira, 9,  pelo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), segundo a Agência Senado.  Veja também:  Cronologia do caso Renan    'Nada tenho a temer, nada tenho a esconder', diz Renan no Senado  Agripino, líder do DEM, cobra saída de Renan da presidência  Renan reage a pedido de Agripino, líder do DEM   Veja especial sobre o caso Renan    " Depois de designado, o relator deverá apresentar um cronograma de trabalho a ser aprovado em reunião do Conselho", explicou Quintanilha. De acordo com a denúncia da revista Veja, Renan teria intercedido a favor da Schincariol junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) - para impedir a execução de dívidas - e à Receita Federal - contra multas contraídas por sonegação de impostos - depois de a cervejaria ter pagado R$ 27 milhões por uma fábrica de refrigerantes de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).  De acordo com a matéria Veja, a fábrica estava prestes a fechar e não valia mais que R$ 10 milhões. Apesar de já estar procurando um relator para o caso, Quintanilha defende que o processo deveria ter sido iniciado na Câmara dos Deputados, já que a fábrica de refrigerantes seria de Olavo e não de Renan. "No meu entendimento, esse caso deveria se iniciar pela Câmara e, se fosse o caso, passar pelo Senado, conforme os desdobramentos da investigação", opinou o presidente do conselho. Representações Renan já responde a uma outra representação protocolada no Conselho de Ética pelo PSOL, baseada em outra matéria da Veja, de maio, que o acusa de ter parte de suas despesas particulares pagas por um funcionário da construtora Mendes Junior.  Nesse caso, o conselho optou por constituir uma comissão de inquérito formada por três relatores - senadores Almeida Lima (PMDB-SE), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) - e presidida por Quintanilha, para proceder às investigações. Há ainda uma terceira representação contra Renan, já protocolada pelo DEM e pelo PSDB na última terça, também com base em denúncias da Veja.  Segundo a revista, Renan teria comprado, por meio de "laranjas" e em parceria com o ex-deputado João Lyra, duas emissoras de rádio e um jornal de Alagoas.

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