Relator lamenta ausência de entidades em audiência

O relator da Comissão Especial de reforma da Previdência, José Pimentel (PT-CE), lamentou hoje a ausência de algumas entidades na primeira de cinco audiências públicas que a Câmara irá promover para discutir a questão. Pimentel citou que faltaram representantes de trabalhadores rurais, empregadas domésticas (que somam 1,780 milhão sem nenhum benefício previdenciário), autônomos (8,2 milhões, segundo ele) e de 7,6 milhões de trabalhadores formais sem benefício previdenciário."A reforma envolve todo o conjunto previdenciário e tem como objetivo criar as condições para que os 40,7 milhões que hoje não têm benefício nenhum no dia de amanhã também possam ser brasileiros com direitos e obrigações", analisou.Ao final da audiência, o deputado embarcou para Campo Grande (MS), onde esta tarde, a partir das 17h, participa da segunda audiência pública desta série. Na próxima segunda-feira, outras duas reuniões serão realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. A última audiência está marcada para o dia 21 na Bahia. Pimentel considerou naturais as críticas dos servidores públicos que lotaram o auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa gaúcha, para protestar contra a reforma previdenciária, durante a audiência pública. "Estamos discutindo até onde deve ir o subsídio da sociedade às aposentadorias e pensões", afirmou. "Esta audiência de hoje representava 6% dos atuais trabalhadores brasileiros, que são muito importantes, mas os outros 94% não compareceram", avaliou. Pimentel fez seu pronunciamento, no encerramento da audiência, sob interferência de vários servidores, que elevaram as manifestações quando ele fez referência ao fato de a cobrança dos inativos ter sido pedida pelos governadores. O relator observou que 12 Estados e 10 capitais já fazem esta cobrança.

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