Relator do terceiro caso Renan pode ser definido nesta quinta

Em novo processo, presidente do Senado é acusado de ser dono oculto de rádio e jornal em Alagoas

16 de agosto de 2007 | 14h50

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB), disse que quer escolher o relator da terceira representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), ainda nesta quinta-feira, 16.   Veja também:   Cronologia do caso Renan     Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Veja especial sobre o caso Renan   Em carta, Lyra se defende e ataca caráter de Renan  Em nota, Renan rebate acusações de suposto sócio     Segundo a rádio CBN, Quintanilha quer escolher entre os membros da comissão de ética o novo relator.     Por unanimidade dos sete senadores presentes, o caso em que Renan é acusado de ter registrado em nome de "laranjas" (falsos proprietários) de duas emissoras de rádio e um jornal foi encaminhado à Mesa Diretora do Senado nesta manhã.   De acordo com o segundo vice-presidente da Mesa, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o que os senadores fizeram foi dar encaminhamento a "uma formalidade", para que o processo corra o mais rápido possível: "Porque temos que acabar logo com essa novela."   Renan também já é investigado pelo Conselho de Ética por receber dinheiro de lobista e por suposto favorecimento da cervejaria Schincariol. Na primeira representação, o senador responde por suspeita de ter contas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. Gontijo pagaria pensão a jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha fora do casamento.     O senador é acusado ainda de apresentar notas frias para comprovar renda - ele alega que atividades agropecuárias lhe renderam R$ 1,9 milhão em quatro anos. A Polícia Federal está fazendo a perícia nos documentos e entregará o laudo final na segunda-feira, 20.     Na segunda representação, acatada na semana passada, Renan é acusado de interferir no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Receita Federal para beneficiar a Schincariol. A empresa teria comprado uma fábrica do clã Calheiros em Alagoas com sobrepreço de mais de 500%. Após muita procura, o presidente do Conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB), anunciou na quarta-feira, 15, a escolha do petista João Pedro (PT) para ser o relator deste processo.

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