Relator do STF deve pedir ação penal contra os 40 do mensalão

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Por Redação
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O julgamento do pedido de ação penal contra os 40 investigados no escândalo do mensalão apenas começou, mas já indica que o relator vai requerer e os outros nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem apoiar a abertura de processo. A largada foi dada ontem, pelo ministro e relator Joaquim Barbosa, que leu as acusações contra os suspeitos de terem montado uma "organização criminosa" de alta influência política. Segundo o Ministério Público, o grupo teria comprado apoio no Congresso, feito negócios em paraísos fiscais e loteado cargos. A maior denúncia criminal levada ao STF foi apresentada há 17 meses. A demora anima os investigados, escorados no foro privilegiado para evitar ou adiar a punição. A denúncia do procurador-geral da Justiça, Antonio Fernando de Souza, é incisiva. Lista 7 crimes - peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Chama o ex-ministro José Dirceu de "chefe" da "quadrilha". A defesa dos 40 acusados também foi dura, considerando a peça do Ministério Público sem fundamento, inepta, falha, vaga, ficcional e imprestável. O advogado de Dirceu, José Luiz de Oliveira Lima, foi o primeiro a falar: "Vi afirmações vagas", frisou. O Palácio do Planalto entrou em cena com tom mais ameno, apesar de o escândalo, à época, ter abatido seus homens fortes e o comando do PT. "O governo espera que se faça justiça sem paixões", assinalou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na avaliação do ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, o julgamento, que continua hoje, "não respingará no governo".

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